quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Lucky man

 

As pessoas costumam negligenciar o efeito da sorte em suas vidas, eu mesmo – que costumo tentar racionalizar tudo que acontece no mundo ao meu redor – quase sempre esqueço de sua influência sobre tudo. Mas o que é que faz o sinal abrir quando você precisa correr? Encontrar quem precisa encontrar no exato momento em que necessitava?

Eu costumo duvidar da sorte, porque tenho um medo danado de admitir a sua dimensão gigante, se eu racionalizar chego à conclusão de que pelo menos 50% do sucesso de todos os atos se baseia em sorte, pura sorte. Logo, não ser um cara de sorte faz sua vida possivelmente ser um lixo, essa é a explicação, por exemplo, pro Rubinho ser motivo de chacota enquanto o Felipe Massa é ídolo, Michel Teló ser rei e Marcelo Camelo um tio, sorte, só sorte.

E até hoje eu não me achava um cara de sorte, até que parei pra pensar em tudo que vinha me acontecendo de uns dois meses pra cá, e tudo tá se encaixando tão perfeitamente que, mesmo se eu tivesse o controle absoluto de todos os meus atos, não teria capacidade suficiente para modelar as coisas numa forma tão certa. É aquela coisa de que algumas coisas se encaixam e outras não, e até agora, com a ajuda da sorte, vou tendo sucesso em montá-lo.

Mas claro, a sorte vem e vai, é a ordem natural das coisas, e é exatamente onde mora a graça da não monotonia, só que agora eu vou me aproveitar o máximo dela, e não me sentir envergonhado por ser sortudo enquanto outros padecem por não tê-la, porque o jogo há de mudar.

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