sexta-feira, 4 de maio de 2012

Tristeza não tem fim, felicidade sim.

 

Fôssemos nós contemporâneos e amigos, diria eu que o Tom teria pensado nessa frase, e buscado a inspiração pra escrever essa música, em mim. E esse post é um ode a esse “sentimento”, que este corpo habita com contrato de locação com prazo indeterminado, com contrato registrado em cartório e, sim, duas testemunhas.

“Você é feliz?” Essa pergunta, que aparentemente é simples (porque poucos são os que instantanea e institivamente respondem de forma negativa), desencadeou uma série de raciocínos, pensamentos, e blablabla do tipo. E tudo negava a resposta anteriormente dada.  Nos pensamentos tentei pegar a origem daquela tristeza, porque não me pareceu algo de agora, passageiro – o que contrariaria o Tom.

Essa tristeza que mora aqui não é sentimento, porque não é emoção. É permanência, é um órgão extra, ou um tumor (benígno ou malígno, tanto faz), é algo incontrolável, intrínseco. Não consigo lembrar de época em que eu fosse feliz, que não algo passageiro, todas as felicidades me parecem daqui (do futuro daquele passado) episódicas, eu estive feliz várias vezes, felicidade de minutos, horas…por causa de companhias ou situações, nunca por causa de mim mesmo.

Então agora é o momento de não levar ninguém comigo, impossível e egoísta exigir ajuda, a dor e o problema são meus, e eu preciso lidar com as duas coisas, preciso aceitar isso da forma que veio, só então conseguirei finalmente achar o equilíbrio, viver no estado normal de coisas, com alegrias e tristezas eventuais, provando que o Tom só estava meio certo, porque tristeza vai ter fim, sim.

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